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domingo, 16 de outubro de 2011

andarilho...

Sempre temi em minhas vertigens,
o tombo. Sim, sempre temi.
Quando à porta das ruas, sonhava,
singrava a volúpia da juventude.

Não vi a estampilha das cores
colorir roupas, quimeras e jardins.
Nem possui o sorriso da bela
de cabelos soltos, que passou enfim.

Retive minhas ambições presas
a um aluvião de desejos,
Mas trilhei todos os caminhos
que quis, desejei ou inventei.

Ergui as bandeiras que proclamei...

Segui, com pés descalços
sob chuva e frio, calor e solidão,
Até esgotar os medos,
a minha romântica visão.
Até saber que firme. Ou ainda,
que nada, pudesse alcançar.

Estive ciente e jamais hesitei.

Pois sempre segui meus sonhos
e a verve de meu coração.
Agora longe de tudo,
olho pra trás procurando
Apenas aquele sorriso,
que da mente, jamais apagarei...

10 observações:

Mery disse...

Oi, amigo.
Belo poema!
Me deixou pensativa: "o andarilho que esteve ciente, que pisa firme e não hesita... segue seus sonhos, e ao final, longe de tudo, olha pra trás à procura de um sorriso, apenas um sorriso que da mente jamais apagou.
Triste fim!
Um forte abraço da Mery*

Arnoldo Pimentel disse...

Muito bom seu poema.Todos somos andarilhos nessa terra distante.Parabéns.

helio.rocca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Simone butterfly disse...

nossa poema muito inspirador, parabéns, convido a visitar meu blog será bem vindo!

Sandra disse...

Lindo e intenso poema amigo!
perdoa a ausência...
Deixando um beijo de saudade

Flor da Vida disse...

Poetas...
Quem seriam esses seres
Que muitas vezes discriminados
Atacados por aqueles que se acham maiorais,
" os tais",
São feridos por pura incompreensão?

Ferem porque não entendem,
Que os poetas,
São pássaros imaginários
De asas invisíveis,
Que voam ao sabor da magia
Vão alem da imaginação...

Poetas...
São rios que brotam
Das fontes infindas da emoção,
Correndo borbulhantes pelo leito da vida
Na ânsia de encontrar o mar,
Onde sonham desaguar
O Amor que lhes ultrapassam,
As bordas do coração...

Poetas...
São o sangrar gotejante
Das dores próprias, e dos seus semelhantes...
São o grito desesperado da natureza
Devassada pelas mãos impiedosas dos homens...
Nuvens cinzas lhes sufocam a alma
Escurecendo-lhes a visão...
Mas encontram na inspiração
O raiar de um novo Sol,
E na arte de criar,
Espalham com suas letras
Alegria, fonte viva da renovação..

Poetas...
São anjos de Deus
Por Ele emprestados à terra
Para sensibilizarem os corações
Dos que só pensam em armas
Bombas e destruição...
Poetas, são seres sensitivos
Que sentem e reconhecem em Deus,
O poder de toda a criação...

Parabéns pelo seu dia amigo poeta!!!

Abraços de flor

Sybelle disse...

Olá, Como vc está? Espero que bem.
Assim que eu retornar de missão atualizo meu blog.
Estou em São Félix do Xingú. Operação Apyterewa.

Abraços,
Pirata.

Vantuilo Gonçalves disse...

Como é bom ler-te meu irmão de sempre!!!! sempre nos presenteando com magistrais versos em:???? um abração. Me Ajuda a configurar essa página... não vejo meus eguidores na tela nem adiciono pessoas, já tentei de toas as forma , não consigo.

*Simone Poesias* disse...

Olá obrigada pela visita, seja muito bem vindo!!

O poema é bem bonito. Parabéns!
Bjinhosss XD

Dina's Dreams disse...

Hola Helio Estoy dejandote mis saludos y disfrutando de tus poesias ....Un abrazo